Sua empresa precisa de mais tráfego ou de mais clareza?

Por que tantos negócios tentam comprar audiência para resolver um problema de posicionamento?

Quase toda primeira conversa na alummiô começa com a mesma frase: “preciso de mais gente chegando”. É um pedido legítimo, e quase sempre vem acompanhado de um número. Mais seguidores, mais cliques, mais mensagens. O que raramente vem junto é a pergunta que deveria vir antes: quando essa gente chega, ela entende o que encontrou?

Tráfego é a parte mais fácil de comprar no marketing. Basta um cartão de crédito e uma conta de anúncio para o número subir no dia seguinte. Clareza não se compra assim. Ela exige que o dono decida o que a empresa é, para quem ela existe e por que alguém deveria escolhê-la em vez da concorrente do outro lado da rua. É uma decisão desconfortável, porque implica abrir mão de uma parte do mercado. Por isso tanta gente pula essa etapa e vai direto para a verba.

O que o anúncio faz com uma mensagem confusa

Vejo isso com frequência. A empresa investe em campanha, o custo por clique é bom, as visitas aparecem no relatório, e as vendas não mudam. O visitante chega a uma página que fala de tudo um pouco, que lista doze serviços com o mesmo peso e que não diz em nenhuma linha por que aquela empresa é diferente. Ele lê, não entende, abre a aba do concorrente e esquece. O anúncio cumpriu a parte dele: levou a pessoa até a porta. Do lado de dentro, não havia nada que a ajudasse a decidir.

Tráfego amplifica o que já existe. Se o que existe é confuso, ele amplifica a confusão.

Três perguntas antes de aumentar a verba

Antes de propor qualquer campanha, faço três perguntas ao dono. Em uma frase, o que você vende e para quem? Por que um cliente escolheria você, e não o concorrente que cobra menos? E o que o seu site, o seu perfil no Google e o seu Instagram respondem a essas duas perguntas?

Quando as duas primeiras respostas saem fáceis e a terceira mostra que o digital diz a mesma coisa, tráfego é a decisão certa. É hora de acelerar. Quando o dono hesita, ou quando cada canal conta uma história diferente, a verba vai render pouco, por mais que cresça.

Clareza custa menos do que parece

A boa notícia é que clareza costuma sair mais barata do que mídia. Às vezes é reescrever a primeira dobra do site. Às vezes é escolher três serviços para liderar a comunicação, em vez de doze. Às vezes é atualizar o perfil no Google com as fotos certas e as respostas que o cliente procura. São ajustes que não aparecem no relatório de campanha, mas mudam o que acontece depois do clique.

Não sou contra tráfego. Ele faz parte do trabalho da alummiô todos os dias, e é o que leva uma marca bem resolvida a quem ainda não a conhece. Sou contra usar tráfego para adiar uma decisão. A pergunta que vale fazer antes de aumentar o investimento é o que essa gente vai entender quando chegar. Se a resposta for “não sei”, o próximo real deve ir para a clareza.

Thayana Moura
Thayana Moura

Jornalista e fundadora da alummiô, agência de marketing em São Paulo. Escreve o alummiando sobre marketing, comunicação e negócios a partir do que vive dentro das empresas.

A prática por trás do texto

Na alummiô, nenhuma verba sobe antes de a mensagem estar clara.

Tráfego pago →
Conte o seu cenário

A primeira conversa já entrega o primeiro passo.

Você sai sabendo onde o seu marketing trava e o que fazer primeiro, mesmo que decida não seguir com a gente.

  • Confidencial
  • Sem compromisso
  • Contato direto com a direção
  • Resposta em até 24h
Conversar agora